Muito mais que um bairro portenho, muito mais que uma república, muito mais que uma região de imigrantes, muito mais que um ponto turístico, muito mais do que imaginávamos.
E por conta desta complexidade toda é que quase não postamos durante o período da nossa viagem.
Saímos do Brasil com várias entrevistas marcadas, porém lá as coisas funcionaram diferente. Novos entrevistados surgiram, enquanto outros não puderam comparecer. Mas em todo caso, informação não nos faltou. Ouvimos muitas histórias, relatos, opiniões divergentes, desabafos. Os moradores têm percepções diferentes sobre o bairro, e consequentemente, as frentes de pensamento de confrontam.
Por um lado os tradicionais lutam pela preservação da identidade cultural e estrutural do bairro. Em contrapartida, alguns apóiam a modernização de La Boca, tornando-o uma extensão de Porto Madero – uma das regiões mais valorizadas de Buenos Aires.
O problema é que este impasse acaba prejudicando a união política-social do bairro. Foi possível perceber isto quando começamos a acompanhar a rotina do bairro.
Fomos guiados por uma moradora, Nora, que foi muito solícita com a gente. Conhecemos todos os pontos de La Boca: Caminito, os conventillos – casas de chapa- e a pizzaria mais conhecida da região.
Uma das melhores experiências foi, sem dúvida, presenciar o La Bombonera lotado de bosteros, gritando incessantemente. Não existe nada parecido. Muitos consideram o estádio do Boca o coração do bairro, já outros acreditam que hoje o Clube não passa de uma empresa, totalmente desvinculada de La Boca. Opiniões a parte, a La 12 faz as estruturas do estádio tremerem.
La Boca é mesmo um bairro singular, e seus maradores, pelo menos estes que entrevistamos, declaram-se apaixonados por este lugar, mas reconhecem que muito precisa ser feito para melhorar as condições sociais de todos os habitantes do bairro, principalmente a situação precária dos novos imigrantes da região: uruguaios, bolivianos, paraguaios, etc.
De qualquer forma, La Boca é muito mais do que um "cartão postal".
Mariana Parizotto
E por conta desta complexidade toda é que quase não postamos durante o período da nossa viagem.
Saímos do Brasil com várias entrevistas marcadas, porém lá as coisas funcionaram diferente. Novos entrevistados surgiram, enquanto outros não puderam comparecer. Mas em todo caso, informação não nos faltou. Ouvimos muitas histórias, relatos, opiniões divergentes, desabafos. Os moradores têm percepções diferentes sobre o bairro, e consequentemente, as frentes de pensamento de confrontam.
Por um lado os tradicionais lutam pela preservação da identidade cultural e estrutural do bairro. Em contrapartida, alguns apóiam a modernização de La Boca, tornando-o uma extensão de Porto Madero – uma das regiões mais valorizadas de Buenos Aires.
O problema é que este impasse acaba prejudicando a união política-social do bairro. Foi possível perceber isto quando começamos a acompanhar a rotina do bairro.
Fomos guiados por uma moradora, Nora, que foi muito solícita com a gente. Conhecemos todos os pontos de La Boca: Caminito, os conventillos – casas de chapa- e a pizzaria mais conhecida da região.
Uma das melhores experiências foi, sem dúvida, presenciar o La Bombonera lotado de bosteros, gritando incessantemente. Não existe nada parecido. Muitos consideram o estádio do Boca o coração do bairro, já outros acreditam que hoje o Clube não passa de uma empresa, totalmente desvinculada de La Boca. Opiniões a parte, a La 12 faz as estruturas do estádio tremerem.
La Boca é mesmo um bairro singular, e seus maradores, pelo menos estes que entrevistamos, declaram-se apaixonados por este lugar, mas reconhecem que muito precisa ser feito para melhorar as condições sociais de todos os habitantes do bairro, principalmente a situação precária dos novos imigrantes da região: uruguaios, bolivianos, paraguaios, etc.
De qualquer forma, La Boca é muito mais do que um "cartão postal".
Mariana Parizotto